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Mostrando postagens de Março 12, 2017

O primeiro português

Um crânio hominino datado de 400 mil anos atrás foi descoberto num sítio arqueológico português, a Gruta da Aroeira, informa artigo publicado no periódico PNAS. A época coincide com a do aparecimento de vestígios do Homem de Neandertal no registro fóssil, e o crânio foi encontrado junto de restos de animais e ferramentas de pedra similares às da cultura acheulense, um tipo de tecnologia normalmente associada, na África, ao Homo erectus, uma espécie mais antiga que o neandertal.

Essa tecnologia é especialmente conhecida pela presença de “bifaces”, pedras lascadas de modo a assumir uma forma de gota, arredondada numa extremidade e pontuda na outra, lembrando uma cabeça de machado. O crânio da Aroeira representa o fóssil humano europeu localizado mais a oeste já encontrado para seu período – o Pleistoceno Médio –, e um dos mais antigos do continente a ser associado à tecnologia acheulense. Leia mais a respeito no Telescópio.

Rankings universitários: para que servem

“Sou da lógica de que a gente só conhece o que a gente pode medir. Se a gente não mede, é percepção. Sua universidade é inclusiva? Mostre. Sua universidade é produtiva? Mostre”. Assim a jornalista e pesquisadora Sabine Righetti explica sua visão da necessidade de indicadores de desempenho da educação superior, sejam ou não consubstanciados em rankings. Righetti defendeu a tese de doutorado “Qual é a melhor? Origem, limitações e impactos dos rankings universitários”, defendida no Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, como parte do Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica. A tese teve orientação do professor Renato Pedrosa, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Ensino Superior (LEES).

A tese em si representa um levantamento pioneiro do que a literatura especializada traz sobre os impactos dos rankings universitários na gestão das universidades, nas políticas públicas e na decisão dos alunos, além da análise desses impactos sobre uma instituição específica,…

Imunoterapia para símios, contra HIV

Um tratamento de imunoterapia, baseado em injeções de dois anticorpos clonados de pacientes humanos com grande resistência natural ao HIV, mostrou-se promissor num teste em macacos, aponta artigo publicado online na tarde de segunda-feira pela revista Nature.

Os anticorpos, 3BNC117 e 10-1074, foram isolados na Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos. Em janeiro deste ano, a Universidade reportou bons resultados do primeiro teste em humanos de injeções de 10-1074, num pequeno estudo envolvendo 19 voluntários portadores de HIV e 14 pacientes saudáveis.

Nesse trabalho, a maioria dos doentes tratada com altas doses do anticorpo teve rápido declínio na concentração de vírus. Parte dos vírus se mostrou resistente, no entanto, e em pesquisas de laboratório essas cepas foram eliminadas, com sucesso, pela aplicação do outro anticorpo, 3BNC117. A pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade de Colônia, na Alemanha, e publicada em Nature Medicine. Para saber mais dos novos resultados…