sexta-feira, 22 de abril de 2016

Algoritmo Big Brother

Estudo realizado em conjunto por pesquisadores do Google e da Universidade Columbia mostram que bastam duas postagens georreferenciadas, em redes sociais diferentes, para que se possa descobrir a identidade de um usuário da internet. O trabalho foi publicado na plataforma ACM Digital Library e apresentado na Conferência World Wide Web, realizada em meados de abril em Montreal.

Os autores criaram um algoritmo que compara postagens georreferenciadas feitas no Twitter a publicações no Instagram e no Foursquare, tentando identificar contas mantidas pela mesma pessoa. O sistema desenvolvido calcula a probabilidade de uma pessoa, postando na rede “A” num determinado local e horário, também postar na rede “B” em outro local e horário.

Os pesquisadores descobriram que o mesmo algoritmo pode identificar consumidores, ao sobrepor registros anônimos de uso de cartão de crédito à localização de telefones celulares individuais em relação às torres de transmissão. 

O sucesso do algoritmo mostra que a mera remoção dos dados explicitamente pessoais, como o nome, da chamada metadata – informações genéricas, como origem geográfica e horário de uma operação digital – não basta para garantir a privacidade dos usuários de sistemas eletrônicos. (Leia outras notas sobre novidades científicas no Telescópio).

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Compreensão gera atração

Sermos capaz de compreender, facilmente, como uma pessoa se sente aumenta a atração que sentimos por ela, diz estudo publicado no periódico PNAS. “Seres humanos interagindo com outros seres humanos precisam ser capazes de entender as motivações e afetos do parceiro de interação, frequentemente sem troca de palavras”, escrevem os autores, de instituições alemãs.

Na realização da pesquisa, pediu-se a 92 voluntários do sexo masculino que assistissem a clipes de vídeo representando mulheres em diferentes manifestações de emoção. Os voluntários deveriam descrever qual a emoção representada, e qual o nível de confiança que tinham na descrição feita. Para determinar o nível de atração, pediu-se aos homens que ajustassem o “zoom” de uma foto de cada mulher até uma distância que lhes parecesse “confortável”. Houve correlação entre o grau de confiança na descrição da emoção e o índice atratividade.

Além disso, os pesquisadores submeteram os voluntários à ressonância magnética funcional do cérebro, e descobriram que os níveis elevados de certeza quanto à descrição emocional e o alto índice de atração correlacionavam-se também à ativação de áreas de recompensa do cérebro.

(Nota extraída da coluna "Telescópio", do Jornal da Unicamp, em homenagem aos tempos bicudos em que vivemos)