Primeiros testes: "fosfo da USP" não funciona e não é "fosfo"

O pó produzido na USP de São Carlos, encapsulado e distribuído como "fostoetanolamina sintética" para pacientes de câncer, contém no máximo 32% da molécula pura; e essa molécula é completamente inútil, mesmo em testes in vitro, contra tumores de pâncreas e melanoma. As conclusões estão em relatório publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MCTI e que, temo, será ignorado pelas vítimas do verdadeiro culto que se formou em torno da substância, e pelos abutres, de diferentes plumagens, que esperam transformar o desespero dos doentes em votos ou dinheiro.

Os testes que produziram os resultados desapontadores -- mas não inesperados -- foram conduzidos como parte da iniciativa desencadeada ano passado, em resposta ao forte lobby pró-liberação da "fosfo", formado depois que uma combinação de jornalismo irresponsável, pusilanimidade oficial, ignorância e populismo criou o mito de que a a substância seria uma espécie de cura milagrosa para qualquer tipo de câncer. Em plena crise fiscal, o MCTI, nunca o mais prestigiado dos ministérios me termos orçamentários, conseguiu levantar R$ 10 milhões para "acelerar" os testes e a eventual liberação legal da substância.

O relatório do MCTI descreve os resultados da primeira bateria de testes in vitro, nos quais o remédio proposto é inserido no meio de cultura das células tumorais. É importante lembrar que o in vitro é um dos testes mais propensos a gerar falsos positivos, já que, como se diz, é possível matar células de câncer pondo cândida ou detergente no meio de cultura.

Resultado: isolada e pura, a fosfoetanolamina é inútil contra os dois tipos de câncer, mesmo em concentrações absurdamente altas, e quando escrevo "absurdamente" quero dizer: vários milhares de vezes mais altas que as necessárias para obter bons resultados com drogas tradicionais de quimioterapia.

No que poderia ser visto como uma virada irônica, um dos contaminantes da "fosfo" de São Carlos -- a monoetanolamina -- se mostrou tóxica para os tumores testados, mas em concentrações de 7 mil a 70 mil vezes maiores que as drogas tradicionais de quimioterapia. Isso quer dizer que são necessários até 3 litros e meio de monoetanolamina para se obter o mesmo benefício que uma gota de quimioterapia comum. In vitro.

O relatório do MCTI conclui descrevendo as próximas etapas do estudo: teste in vitro da "fosfo" (e, também agora, da "mono") contra células de câncer de pulmão, contra células humanas saudáveis e o início dos testes em camundongos. 

Um segundo relatório divulgado pelo MCTI, que testou a toxicidade da "fosfo" in vitro contra células de outros tipos de tumor -- colorretal, próstata, glioblastoma (cérebro) --, também concluiu que a substância não tem efeito, ou só tem efeito em concentrações milhares de vezes maiores que as da quimioterapia comum. 

Os autores desse trabalho, no entanto, sinalizam algum otimismo, ponderando que, embora os testes in vitro sirvam para fazer a triagem de moléculas promissoras -- triagem em que a "fosfo", não dá para negar, fracassou -- é concebível que os resultados em cobaias vivas sejam melhores, "possivelmente por depender de rotas metabólicas". É uma esperança talvez admirável, frente o enorme investimento emocional de milhares de pessoas na suposta eficácia da "fosfo", mas fica a questão de até que ponto ela faz mesmo sentido. 

O acervo completo de relatórios do MCTI sobre a "fosfo" pode ser acessado aqui.

Adendo (28/3): Na última semana surgiu um coro bem afinado de críticas a supostos "erros metodológicos" do processo de análise conduzido pelo Grupo de Trabalho do MCTI. Dois pontos, a meu ver, merecem destaque especial.

Um deles é a forma irresponsável, despreocupada e negligente com que essas réplicas tratam o fato de as cápsulas distribuídas pela USP não terem, sequer, peso consistente ou correspondente ao declarado na embalagem. Afinal, se tanto faz o paciente receber 200 mg, 300 mg ou 500 mg de "fosfo", por que não 1 kg, ou zero? Essa indiferença quanto à relação dose-resposta e seu impacto na saúde dos pacientes é assombrosa, do ponto de vista humano, e uma evidência forte de que o único efeito esperado -- talvez até mesmo pelos proponentes da droga -- é o de um placebo inócuo.

O segundo é a alegação de que parte dos contaminantes encontrados nas cápsulas -- incluindo o veneno monoetanolamina -- é um artefato do processo de análise, e não um componente original das cápsulas. Essa alegação, que equivale a uma acusação de incompetência lançada contra os responsáveis pela análise, é feita sem que nenhuma prova de que esse é realmente o caso seja oferecida. O que temos é, de um lado, um laudo científico e, de outro, a palavra de alguém que diz, sem nenhum razão concreta, que acha que o laudo não presta.

Outras críticas metodológicas, supostamente mais sofisticadas, também foram feitas ao trabalho patrocinado pelo MCTI, e estão sendo analisadas, ponto a ponto, no blog Gene Repórter.

Comentários

  1. Por isso que eu digo que pessoas que não possuem conhecimento científico não devem opinar em assuntos científicos. Criou-se uma crença em torno disso, e é provável que se comprovarem a ineficácia dessa pílula, vão haver conspiracionistas dizendo que são os poderosos da indústria que manipularam os resultados.

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    1. concordo contigo, por isso acho que um "Escritor de ficção científica, terror, fantasia e mistério; autor de livros e artigos de não-ficção sobre ciência e história; jornalista tentando largar o hábito; blogueiro" não deveria opinar sobre o assunto.

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    2. Concordo e é por isso que tem os links para o relatório MCTI no final e começo da matéria.

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    3. Por isso tbm que há oficio da defensoria publica protocolado com a argumentação contrario ao relatorio do MCTI elaborada pelo Dr Durvanei Maria - Instituto Butantan - e Dr Gilberto.

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    4. Questionamentos apresentados Dr. Gilberto Chierice:
      “As análises realizadas na Unicamp pelo pesquisador Luis Carlos Dias
      apresentam alguns "equivocos":
      1-A Fosfo, segundo Luis Carlos, em relação a pureza só tem 32,2% de Fosfoamina, talvez não tivesse considerado que ela é ácida, portanto para ser ingerida tem que ser neutralizada, o que se faz com sais de Cálcio, Magnésio e Zinco. Portanto, pela estequiometria da reação não é possível obter maiores concentrações de Fosfoamina pura (obs: obtém-se fosfoamina em alto grau de pureza, mais que 99% durante a síntese deste composto e não na confecção dos produtos inseridos nas cápsulas);
      2-Quando em suas análises, aparece Monoetanolamina Protonada, Fosfobisetanolamina e também Pirofosfato de Cálcio, Magnésio e Zinco, acreditamos ser produto e degradação durante o processo de análise;
      3-Os Pirosfosfato de Ferro, Manganês, Bário e Alumínio são produtos de contaminação durante o processo de análise, porque os sais usados de Cálcio, Magnésio e Zinco sãocertificados e não contém esses Cátions;
      4-A porcentagem de H2O encontrada significa que as amostras foram expostas a atmosfera úmida, pois esses sais contidos nas cápsulas são higroscópicos por natureza;
      5-Em relação á quantidade das substâncias contidas nas cápsulas serem variáveis,foram preenchidas por máquina semiautomática,portanto o preenchimento não é perfeitamente homogêneo.

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    5. .Ao invés de replicar os estudos iniciais ,"a turma da Unicamp" fez uma outra síntese(outra temperatura nos reagentes,outro fluxo de nitrogênio,outra quantidade de álcool na cristalização).e atribuiu ao grupo da usp,e após a defensoria pública pedir explicações ,enviaram um comunicado assumindo que utilizaram outra síntese(pseudo-ciência).Pra quê????Era tão fácil .As capsulas da usp já estavam nas mãos dos "pesquisadores " da Unicamp.É primário em estudo cientifico:1-Prova de conceito=replicar os estudos iniciais(mesmas concentrações,temperaturas,etc).Só no Brasil que um relatório pseudo-cientifico do MCTI tem mais credibilidade que publicações na Nature,pubmed(estudos pré clinicos).As vezes chamamos o outro daquilo que nós somos:IGNORANTES

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  2. Mulher se diz curada após usar a substância Fosfoetanolamina

    https://www.facebook.com/primeira.dama.12/videos/832577393521001/

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    1. Ela tbm andou sobre as águas segundo testemunho

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    2. evidência anedótica, ou seja, significa menos que nada

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  3. O único erro, é que, esquecendo uma característica básica da vida e do corpo humano, um componente quando se liga ao corpo, pode causar outras reações químicas até causar o efeito fisiológico que faz o corpo curar o tumor indiretamente, então é muito cedo pra dizer que o remédio é inútil, utilizando apenas esse teste. Vocês, tem grande poder pra mudar a percepção das pessoas sobre as coisas, e criar verdades, peço que cuidem com mais atenção e carinho dessa questão, e esqueçam a parte política, pois quando os políticos tentam acelerar algo, é para o povo e não para eles, nenhum político está com câncer, é o povo que está. Quando um remédio natural funciona em determinadas pessoas, os cientistas devem procurar o que traz o efeito positivo. Vou repetir: Quando um remédio natural tem efeito positivo na vida de uma pessoa que não tem nenhum conhecimento de ciência, o papel da ciência não é analisar a substância e tentar negar o efeito dela, e sim buscar na biologia aonde e em qual ponto aquela substância se liga no corpo e causa uma melhora substancial na pessoa, sempre com a atitude positiva. O que me assusta é ver que os cientistas, brasileiros, que eu conheço, são pessoas que fazem ciência com o caráter negativo, pessoas negativas não poderiam de fato fazer algo que mexe com a saúde das pessoas, então, continuem a busca pela cura, e estudem a fundo o motivo dessa substância já ter curado um grupo de pessoas, em vez de simplesmente desprezar. O caminho para a resposta pode sim estar nessa "fosfo", senão não seria tão bem conhecida popularmente. Entenderam? Chega dessa negatividade barata.

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    1. Amigo, vc não leu o texto inteiro, né? Vc começa mencionando que "uma característica básica da vida e do corpo humano, um componente quando se liga ao corpo, pode causar outras reações químicas até causar o efeito fisiológico que faz o corpo curar o tumor indiretamente" e isso é RIGOROSAMENTE o que quer dizer no último parágrafo, dá só uma olhada:

      "Os autores desse trabalho, no entanto, sinalizam algum otimismo, ponderando que, embora os testes in vitro sirvam para fazer a triagem de moléculas promissoras -- triagem em que a "fosfo", não dá para negar, fracassou -- é concebível que os resultados em cobaias vivas sejam melhores, "possivelmente por depender de rotas metabólicas"."

      Essa mesma parte já descarta o seu argumento de "negatividade barata".

      Também não devemos pintar o cientista como alguém mau que quer provar que o remédio natural não funciona, ele apenas é uma pessoa que se pauta por FATOS e estatísticas, e até onde me consta, para um estudo sério e imparcial, não dá para brincar de misturar os números com os sentimentos.

      Best Regards!!

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    2. https://www.blogger.com/profile/17136098649142141519

      Excelente resposta , aliás mais que excelente

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    3. https://www.blogger.com/profile/17136098649142141519

      Excelente resposta , aliás mais que excelente

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    4. É isso aí, NIGHT STALKER... Congratulations!

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    5. Sério? ??? E vcs viram o teste que foi feito fora do Brasil? Colocando a credibilidade do MCTI em cheque? Leiam, pra saber o que está acontecendo, antes de darem essas opiniões rasas sobre a Fosse.

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  4. http://www.scielo.br/pdf/babt/v54n6/16.pdf

    Estude a ação da fosfoetanolamima em um organismo antes de criticar. Ela por si só não tem efeito antitumoraç. Isso já se sabe. Atua como pró-fármaco.

    Estude bem antes de poder criticar. Abraços

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  5. Bom, a própria equipe do Chieriche já publicou alegando que ela é citotóxica in vitro: http://www.nature.com/bjc/journal/v109/n11/full/bjc2013510a.html

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  6. O estudo apresenta tremendo viés. É sabido que a fosfoetanolamina se liga no fígado ao ácido graxo livre no sangue para formar o fosfatidil. A solução que entra em contato com as células do ser vivo não é a fosfoetanolamina ingerida em cápsula mas a metabolizada pelo fígado. Ora é sabido que os tubos de ensaio não possuem fígado e não metabolizam substâncias, assim necessário seria que o estudo realiza-se a rota inversa de verificar o que sai metabolizado do fígado para as células, para que estas substâncias metabolizadas fossem utilizadas nos ensaios in vitro, conforme os estudos já realizados e publicados em revistas e publicações internacionais. O viés é grave e visa apenas desacreditar a substância, visto que os autores dos ensaios não podem alegar desconhecimento científico da metodologia.

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    1. A própria equipe de Chieriche já publicou alegando que a fiosfo pura é citotóxica in vitro : http://www.nature.com/bjc/journal/v109/n11/full/bjc2013510a.html

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    2. Os pesquisadores tentaram replicar os resultados do próprio grupo do Chieriche, que inclusive os usou para sustentar a eficácia da pho-s, e, quando não conseguem, aí, a pessoa passa achar que este tipo de testes são enviesados ou irrelevantes. Pelo jeito esse tipo de experimento só é relevante se dá os resultados que eles querem e confirmam o que eles já ‘sabem’. Cada vez fico mais chocado com a credulidade humana e a incapacidade de perceber o absurdo de certos ‘argumentos’.

      Continue o bom trabalho, Orsi.

      Grande abraço,

      Rodrigo

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    3. Alguém tá mentindo aí .

      Mas pode ser uma questão de variáveis sem padrão de fornecedores de insumos

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  7. A fosfoetanolamina não é citotóxica, até água sanitária irá funcionar melhor em placa de petri (mas nunca se tornaria remédio). A fosfoetanolamina não pode ser comparada a quimioterápico, isso é ignorância. A ação da fosfoetanolamina depende de metabolização no fígado e da ação das células NK. Não é a fosfo quem combate o tumor, é o sistema imunológico. Placas de petri não tem figado. Não há como reproduzir o funcionamento da fosfo em placas de petri. Quanta ignorância nesse texto.

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    1. A própria equipe do Chieriche já publicou artigos afirmando que a fosfo deveria, sim, ser citotóxica in vitro, há links para um desses trabalhos nas respostas acima.

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  8. O problema parece estar na dosagem utilizada. Hoje pela manhã o aluno de doutorado Arthur Cássio de Lima Luna, pesquisador e orientando do Prof. Durvanei publicou o seguinte: "Bom dia!!! (Esclarecendo algumas polêmicas em relação ao relatório que foi publicado pelo ministério da ciência e tecnologia sobre a fosfoetanolamina)Em raros momentos fiz postagens, no facebook, em relação a polêmica em torno da "FOSFOETANOLAMINA", conhecida por pacientes como "pílula do câncer". Entretanto, sempre orientei e busquei elucidar as dúvidas do grande número de pacientes que me procuram, nestes últimos meses. A poucos dias o ministério da saúde liberou um relatório com os resultados preliminares com a fosfoetanolamina, utilizando duas linhagens tumorais. Algumas postagens estão colocando em xeque todo o trabalho sério e árduo do professor Durvanei Maria, do grupo (alunos de mestrado, doutorado e graduação) do laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, incluindo meu doutorado.
    Os ministérios da saúde e ciências e tecnologia, designaram laboratórios para fazerem testes de forma independente, que correspondem aos ensaios mais simplórios para avaliar a citotoxicidade de uma molécula em linhagens de células normais e tumorais. No estudo que deu base a elaboração do relatório, não foi utilizada as concentrações que nós usamos nos trabalhos que foram publicados e que correspondem as faixas de concentrações de atuação da fosfoetanolamina em células tumorais. A maior concentração utilizada foi de 10.000 uM, ou seja, 100 vezes menor que a concentração citotóxica da fosfoetanalomanina em algumas linhagens tumorais. Dessa maneira, alguns sites divulgaram os resultados enfatizando que a fosfoetanolamina não tem efeito antitumoral. Teria sim, se a concentração utilizada estivesse dentro da faixa de atuação da fosfoetanolamina e não em concentrações 100 vezes menor. Em outro relatório, foram utilizadas as concentrações em escala de mM (concentração que utilizamos) e houve atividade antitumoral e antiproliferativa. Por favor, consultem o relatório em que foi utilizada a escala de concentração em mM."
    Segue o link: http://www.mcti.gov.br/documents/10179/1274125/Relat%C3%B3rio+CI50_Fosfoetanolamina.pdf/c42404cc-3980-4c63-8200-3263a19cd5db"

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  9. Os pesquisadores DR. Gilberto e equipe acompanharam os testes????

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    1. Tony, não se faz necessária a presença da equipe dele. Todo estudo científico deve ser repetível por equipes independentes. Se um estudo não pode ser repetido, ele não foi bem feito, simples assim.

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  10. Amigos, estamos no Brasil, onde tudo é possível, onde tudo se resume em interesse próprio, interesse do governo, interesse dos grandes laboratórios que por sua vez estão coligados com o governo, resumindo, a corda vai sobrar mais para o lado dos fortes, nesse país em que os laboratórios ganham milhões e milhões com a desgraça que é a quimioterapia, que para alguns pode ser a promessa para uma cura, mas para outros, um verdadeiro inferno em vida, com diversos efeitos colaterais terríveis, mas que leva aos cofres dos politícos, muitos efeitos benéficos $$$$. Nesse país corrompido, não é importante a comprovação da eficácia do medicamento e sim quanto se vai ganhar em cifras com ele, essa é a verdade.

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  11. Não estendo do assunto, mas pelo que sei a fosfo age sinalizando as células para o sistema imunológico do paciente... teste em pessoas, seres vivos....

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  12. Caro Orsi,
    Ler sua coluna na Folha sobre a fosfoetanolamina sintética me fez lembrar de Feyerabend, filósofo e historiador que estudou durante anos o que mais o despertava cólera: a vaidade e a necessidade de segregação que assolam os ambientes onde se produzem conhecimentos.
    Feyerabend não se colocava contra as ciências, muito pelo contrário, afinal, ele criticava aquilo que a todo momento ameaça
    as ciências, mas não a define. Disse ele se mover pela indignação diante da destruição desenfreada de conquistas culturais das quais poderíamos todos ter aprendido, diante da ousadia presunçosa com que alguns intelectuais interferem na vida das pessoas, e desdém pelas frases traiçoeiras que usam para embelezar suas iniquidades".
    A obra CONTRA O MÉTODO - que sugestivo, não ? - formada por idéias elaboradas a partir de diálogos com Imres Lakatos e diálogos com as coisas da vida - esses acredito ser os melhores - é plena de puxões de orelha, busca por libertação do pensamento e chamadas constantes para o retorno a História, a atenção não somente ao técnico. Sobre isso, diz que o tom irônico utilizado é nada mais que "a exclamação aterroriada de um racionalista de examina a História mais de perto".
    Existe talvez uma ultra valorização da medicina, e a desvalorização brutal do direito ao ser.
    Lembrando que a Medicina não é uma ciência em si, a Medicina se trata de uma tecnologia que faz uso das várias ciências e técnicas. Não seriam os médicos evoluções dos açogueiros e alquimistas - por estes últimos minha admiração.
    A Medicina faz uso da Biologia e da Matemática, e pasmem, também da Ciências Sociais e Humanas !
    O campo médico não é restrito em si, e há muito conhecimento que é apropriado, mas há outros que ficam à margem, desgarrados, mas não deixam de existir e nem mesmo de fazer parte de outras práticas de cura.
    Ou seja as "suas disciplinas" não se definem por si, desculpe. As fronteiras do conhecimento são arbitrárias e recentes demais diante da vastidão de conhecimento e História e nem por isso possuem menos valor.
    Infelizmente (talvez mais para aqueles que possuem câncer, do que sua) nem sempre os métodos caminham de acordo com a necessidade e nem sempre eles resultam em algo satisfatório para o mundo real, espontâneo, não ficcional, ou seja, a VIDA.
    Formalizações são extremamente necessárias, mas não dá conta de tudo, nunca abarca seu total.
    Veja que são inúmeros os exemplos de medicamentos que apesar de possuírem todos os estudos e carimbos (sic!) necessários depois são retirados do mercado, porque não atendem a expectativa, ou pq causam algum mal não detectado nos rigorosos testes anteriores.
    Se algo correu a margem e conseguiu durantes estes anos não se perder é fruto de uma situação singular, única, - e eventos únicos devem ser dignos de ciência, tão quanto os banais\trivais, ou pq não até mais ? - mas não de picaretagem, o que é categorizar em uma visão simplista, para que não incomode as certezas egóicas dos fundamentalistas teóricos.
    A arte que estampa a reportagem responde ao questionamento: não se pede uso irrestrito, nem se questiona as disciplinas - sejam elas de quem quer se seja - apenas que se investigue, analise, estude, indague, explore, avalie, averigue.
    Se algo correu a margem , é porque houve necessidade, porque caminha junto ao CAOS, a iminência da morte, a incerteza do eterno.
    Houve sim algum método e série científico objetiva, e aqui parto de um princípio matemática - por que não ? - o fato da Nature ter feito uma reportagem é mais uma confirmação disso, e não a constatação do equívoco, mas sim a legitimização da existência.
    Espero que leia o ofício protocolado pela Defensoria Pública em que questiona tais testes com a argumentação do Dr Durvanei Maria - que aliás tem Doutorado em Paris - e Dr Gilberto.



    Desculpe, mas com sua posição a maneira com que a colocou na mesa o Senhor se junta ao lado fascista da academia que insiste em matar socialmente os que incomodam.

    Abs

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    1. Olá! Vou tratar de apenas alguns pontos:

      (1) Não saiu coluna minha na Folha. Você estaria se referindo á postagem de Maurício Tuffani em que sou citado?

      (2) o fato de uma prática se manter durante anos não a valida; os astecas praticaram sacrifícios humanos durante séculos para evitar o fim do mundo, e nem por isso estavam certos; a medicina usou sangrias por milênios, antes de que descobrisse que eram nocivas.

      (3) Sim, há medicamentos aprovados que se mostram nocivos ou inúteis quando chegam ao público. Mas este não é um argumento contra a necessidade dos testes: é um argumento a favor da necessidade de mais e melhores testes.

      (4) É no mínimo estranho que cientistas tentem defender uma posição científica não no debate aberto com os pares, mas por meio da Justiça. Se há razões científicas para pôr em questão os resultados apresentados pelo MCTI, que sejam apresentadas à comunidade científica.

      (5) Por fim, é no mínimo engraçado um texto que tenta relativizar a legitimidade das institucional das ciências e dos canais acadêmicos terminar com uma carteirada tola e provinciana como "doutorado em Paris". E daí?

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  13. Após estudar com atenção esse “caso”, não foi difícil chegar a algumas conclusões óbvias:
    1) Fosfoetanolamina não é quimioterápico. Ela não mata a célula tumoral. Nunca irá matar - a não ser que se injete a substância na célula até suas membranas romperem. Esse papel (o de “matar”) cabe ao organismo através das células de defesa (células NK, ou “natural killers”), algo impossível de se verificar em testes in vitro. A metodologia utilizada na pesquisa, porém, comparou a substância com quimioterápicos, e os pesquisadores esperaram observar o mesmo efeito destes, ou seja, a morte da célula tumoral. Um fato curioso é que "não sabiam" de antemão como funcionava a substância. As conclusões de cada relatório demonstram isso.
    2) O único efeito que poderia ter sido observado em testes in vitro seria uma diminuição ou parada da proliferação celular - a célula diminuiria ou cessaria sua multiplicação. Isso, segundo consta, aconteceria devido à ocorrência de uma mudança metabólica e energética que a célula sofreria através das reações químicas causadas pela FOS em seu interior – mais especificamente na mitocôndria dessa célula. Resumindo: a célula não morre, mas cessa sua replicação devido a essas mudanças. Porém, nem isso foi possível observar, já que foram usadas concentrações inadequadas da substância para o desencadeamento dessas reações (concentração até 100x inferior à necessária). Mais uma vez, os pesquisadores "não sabiam" desse fato. Se tivessem lido algumas das centenas de pesquisas publicadas e que já estudaram esse efeito, saberiam que a ação antiproliferativa somente se daria com uma concentração acima de uma determinada faixa. Novamente, parece que não se interessaram nem um pouco em se informar previamente sobre seu objeto de pesquisa.
    3) O único teste onde se usou uma dose aproximada a necessária demonstrou a seletividade da FOS para células tumorais e alguma atividade antiproliferativa.
    4) Foram utilizadas as mais agressivas formas de câncer nos testes, e não as mais frequentes. Esse não é um fator decisivo, mas, no mínimo, curioso.
    5) Fosfoetanolamina pura só existe quando sintetizada. Para a devida assimilação pelo organismo é necessário que se acrescente a sua formulação outros elementos. Novamente, os pesquisadores deveriam saber que não haveria FOS pura dentro da cápsula. Além disso, o processo de análise utilizado degradou a FOS, originando outras duas moléculas: monoetanolamina e fosfobisetanolamina. O pesquisador que realizou estes testes até já deu entrevista dizendo que é muito perigosa a distribuição das cápsulas, justamente por ela conter esses componentes e não se saber qual a reação deles no organismo. Interessante isso. Muito interessante.
    6) O Prof. Durvanei Augusto Maria, pesquisador da FOS e membro da equipe do Dr. Gilberto Chierice, fazia parte do GT do MCTI, porém participou apenas de 2 reuniões antes do início dos testes, não sendo convidado para participar deles e sequer para analisar os resultados antes da publicação. Após a divulgação, solicitou desligamento do grupo. Esse professor possui vários pesquisas com a FOS, todas publicadas em periódicos científicos internacionais importantes. Há quem diga que ele ficou com muita vergonha por ter seu nome incluído na equipe que fez toda essa lambança.
    Se quiseram comprovar o que estou falando, comparem os testes já realizados in vitro (são vários, feitos no Brasil e em outros países) com os que foram realizados pelo MCTI, e leiam o pedido de esclarecimento feito via judicial pelo Dr. Durvanei e Dr. Gilberto ao MCTI em relação aos testes. É possível encontrar todas essas informações na web.

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    1. "Interessante, muito interessante" é ver que as "conclusões óbvias" do comentarista anônimo coincidem, ponto a ponto, com as manifestações de Maria e Chieriche, incluindo a alegação, feita sem prova ou evidência científica, de que a presença de contaminantes na cápsula é um artefato causado pelo processo de análise: um ato de fé na palavra de Chieriche, portanto. Uma resposta ponto a ponto às críticas metodológicas pode ser encontrada aqui: http://genereporter.blogspot.com.br/2016/03/os-bapho-s-da-fosfoetanolamina_27.html , de onde reproduzo: "Concentrações de 100µM a 10.000µM foram testadas pelo GT, o que corresponde a 0,1mM a 10mM. Trabalho do grupo de Chierice reportou ação com IC50 de 6mM a 12mM.

      "Na avaliação com a mistura das cápsulas, concentrações de até 100mM foram testadas, obtendo-se um IC50 da mistura entre 8,6mM a 75,9mM, compatível com o observado pelo grupo de Chierice. E compatível com o achado de que entre os componentes da mistura, apenas a monoetanolamina (que corresponde 18,2% a 37,5% do total) apresentou efeito citotóxico, com IC50 entre 3,3mM e 7,7mM."

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    2. Sim, coincidem. E não é por um simples ato de fé, embora eu tenha absoluta confiança no trabalho do Prof. Gilberto, o qual reconheço como um excelente profissional. No caso do composto analisado, o responsável pela síntese é o Dr. Salvador Neto, e não o Dr. Gilberto, que é apenas o desenvolvedor do método de síntese utilizado.

      Em relação à análise dos componentes da cápsula, é perfeitamente viável, considerando a formulação química do composto, que tenha ocorrido a degradação dos componentes e a formação das moléculas verificadas. Você confia no resultado do teste? Se confia, ótimo. Aparentemente possui uma “prova” científica que sustenta seu ponto de vista. Porém, do mesmo modo, eu poderia também considerar um ato de fé acreditar nesse resultado sem levar em conta os fatores: a) possibilidade real de degradação do composto; b) inexistência de teste de contraprova feito por pares utilizando-se o mesmo método ou método de análise diferente. Ou não?

      Talvez eu tenha exagerado no “óbvio”. Mas para mim, esse teste não tem muito valor sem outros que o corroborem. Inclusive, pela quantidade de recursos públicos que está sendo dispendido nesses estudos, e principalmente pela importância que eles tâm, deveriam ter sido realizados pelo menos testes de contraprova, e verificados com produtos de “lotes” diferentes. Desconsiderando outros fatores que pudessem ter influenciado no resultado, isto é o mínimo que deveria ter sido feito.

      Ainda em relação à análise qualitativa/quantitativa: foram realizados testes in vitro com a FSNE. Onde está o laudo da análise para esse composto?

      Quanto as afirmações postadas no genereporter, definitivamente elas não esclarecem muita coisa. Em relação aos pontos que você citou:

      Afirmação 1: “concentrações de 100µM a 10.000µM foram testadas pelo GT, o que corresponde a 0,1mM a 10mM. Trabalho do grupo de Chierice reportou ação com IC50 de 6mM a 12mM”. O que exatamente estas duas afirmações querem dizer? Se estão se referindo ao que alega o Dr. Durvanei em relação as concentrações utilizadas serem menores que as usadas em outras pesquisas, seria necessário comparar essas concentrações com a média das concentrações utilizadas em todas as pesquisas, e não apenas em uma.

      A pergunta que não quer calar em relação as concentrações utilizadas é: por que foram utilizadas diferentes faixas de concentração nos dois trabalhos? E por que na pesquisa onde se testou moléculas a faixa de concentração foi inferior a usada onde se testou compostos ou inferior a média das concentrações usadas nos trabalhos já publicados?

      Afirmação 2: “Na avaliação com a mistura das cápsulas, concentrações de até 100mM foram testadas...”. Está se supondo que a monoetanolamina foi a responsável pela atividade antitumoral em todos os estudos? Pois bem, considerando alguns fatores, minha conclusão é de que não há muita lógica nessa suposição. Não foi feita uma análise qualitativa/quantitativa da FSNE, cuja formulação é diferente da FS - inclusive não sendo produzida pela mesma pessoa, no mesmo local e usando a mesma metodologia. Podemos até supor que haja monoetanolamina na FSNE e considerarmos que foi ela a única responsável pela atividade antitumoral em todos os testes. Mas não há certeza alguma. De qualquer forma, se esse for o caso, é importante que consideremos o seguinte:

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    3. (continuando)
      a) Há diversas outras pesquisas feitas no Brasil e exterior com finalidade idêntica às encomendadas pelo MCTI demonstrando o potencial antitumoral da FS em diferentes tipos de tumores. Porém, para os seis diferentes tipos aqui estudados, tanto FS quanto FSNE se mostraram inúteis, sendo creditado a monoetanolamina os efeitos antitumorais (aqui estaria também a prova de que a teoria do Dr. Gilberto sobre a seletividade e ação da FS em células com disfunção mitocondrial é um equívoco?). No fim das contas, tudo o que poderíamos afirmar, mas ainda sem certeza absoluta, é que FS é eficaz como agente antitumoral para alguns tipos de tumores e não para outros - a não ser que consideremos que todos as outras pesquisas estão equivocadas e também nelas foi a monoetanolamina a grande “heroína” da história - suposição que não seria nem um pouco razoável.

      b) se há tanto “veneno” monoetanolamina nas cápsulas (até 37,5%!!!), é um veneno muito mais fraco do que se supõem, já que os testes de toxicidade encomendados pelo próprio MCTI não constataram qualquer sinal indicativo de toxicidade com o composto em nenhum dos parâmetros avaliados.

      Eu não esperava nenhum resultado “fantástico” favorável à fosfoetanolamina nesses primeiros estudos. São apenas pesquisas iniciais, e de modo algum poderiam comprovar a real eficácia da substância. Mas que pelo menos se tivesse feito as coisas de modo correto, ou de um modo que não deixasse tantas dúvidas e questões em haver. Enfim.

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    4. Oi pessoal, fiquei muito triste e chocado ao encontrar esse blog. A ultima vez que tive esse mesma indignacao foi quando li sobre uma mulher mae de familia, inocente, confundida por sequestradora e torturadora de criancas no guaruja. Ela foi linchada, espancada ate ate a morte. Seriam os memos participantes aqui neste blog. Seriam eles amigo do do Douglas Rodrigues de Aguiar ( foi no facebook dele que eu achei esse link).
      Eu moro na Australia a 27 anos sou enfermeiro no setor de emergencia no Hospital de Campbeltown em Sydney. Uma longa historia curta. Quando descobri sobre a foesfoetalonamina estudei a fundo todos os relatorios publicados e videos officias disponibilizados no youtube pelos pesquizadores. Entrei em contacto com o quimico Dr Gilberto em 2015.
      Emfim, eu gostaria muito que ele e os pesquisadores aceitassem nosso convite de virem para a Asutralia. Temos laboratorios interessados e aguardando uma descisao sobre esse projeto. A razao maior pela recuza e que o medicamento teria que ser registrado na Australia (no nome do pesquizadores) e so poderia ser exportado para outros paises apos 6 anos de circulacao nacional no Medicare. Como sres exemplares e patrioticos, eles preferiram primeiro tentar o impossivel no Brasil .

      Eu sai do Brasil em 1989. Isso .... logo apos da ditadura, enfim uma epoca muito dificil. Entre 1992 a 2002 eu ia para Sao Paulo e passava 2 meses de ferias no brasil . Ou seja , voces acham que alguma coisa mudou de la pra ca? Alguma coisa tornou se mais justa?
      Emfim muitos dos aqui presentes nao eram nem nascidos. O quimico Gilberto ja vinha pesquizando, estudando e testando essa pilula no final dos anos 80. Entao eu gostraia de respeitosamente abrir os olhos dos que aqui estao com a seguinte realidade:

      Se hoje com a nossa technolgia de ponta ( redes sociais, emails, iphones, whatsap) ainda nao e facil apurar a veracidades de fatos, enganos, mentiras, descobertas, e denuncias voces imaginam isso a 20 anos atras. Voces estao me endentendo?
      Enfim, Abram as suas cabecas gente. Nao podemos jamais culpar o quimico por ter recusado fornecido uma esperanca de vida aqueles afetados por essa doenca maliguina.
      Tambem voces sabiam que anvisa teve uma reuniao protocolada com o quimico en 1997 e 2007 para os “testes clinicos”. E isso nao foi em frente pois o quimico teria que abrir mao da descoberta e ptraticamente dar a patente a fiocruz?
      Voces sabiam tambem que a Anvisa embora se diz desconhecer a fosfoetonalamina?? Mas espera um pouco. A Anvisa ja tem medicamentos quimioterapicos aprovados que ja contem a fosfoetalonamina como marcador, voces sabiam ?? Ok criancas, esse medicamento chama-se doxorrubicina liposomal pegilado .
      Voces sabiam tambem que ha 7 quimioterpiticos atualmente autorizados pela Anvisa que utilizam a monoetanolamina? E mais importante, dois desses medicamentos curou a “president” Dilma?? Ela (Dilma) logico que preferiu vetar a disponibilidade do medicamento devido ao custo. Poxa toda vez que eu penso nisso eu lembro da Fifa fazendo a copa do mundo no Brasil sem pagar nenhum imposto.
      Emfim, criancas eu esperem que um dia voces crescam ou melhor ainda que os pesquizadores aceitem a deixar o Brasil , ai sim eu vou aplaudir de pe.

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  14. Coplementando: Tudo isso pode ou não ter sido proposital. Não há como saber. De momento acredito que tenha sido apenas um erro dos pesquisadores escolhidos pelo MCTI, e isso tão somente pelo fato de que não sabiam direito o que estavam estudando. Simplesmente seguiram os protocolos utilizados para estudos feitos com quimioterápicos. O fato é que foi um desperdício de dinheiro público com uma pesquisa sem validade alguma. Pelo modo irresponsável com que foi divulgado pelo MCTI, só serviu mesmo para desacreditar a substância. Programas de TV, sites, blogs, vlogs e etc. já estão propagando o equívoco. Em alguns casos, sendo taxativos, com chamadas como “Primeiros testes com a fosfoetanolamina confirmam que ela é ineficaz contra câncer”. Lamentável.

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  15. Dilma liberou porque deve ter usado. alguém viu ela ou o Lula perder um fio de cabelo depois de ter feito tratamento para o Câncer que foi amplamente divulgado?

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  16. Quem sabe destas pessoas e de suas histórias não se deixa engambelar: enfermeira canadense Renè Caisse (com o seu ESSIAC); o norte-americano Henry Hoxsey, com o seu preparado herdado de seu pai; o engenheiro brasileiro Dr Sebastião Corain (com o seu Caboncellox, 1955), e o Dr Burzynski (com os seus antioblastons), este ainda lutando com o FDA, em Huston, no Texas, este último curando todos os tipos de cânceres - assim como os demais o fizeram. (http://www.burzynskiclinic.com/)
    Disponíveis nas lojas do ramo, mas também constam na REDE, procure a assista a estes filmes:

    "CANCRO: AS CURAS PROIBIDAS" (https://m.youtube.com/watch?v=J4XfoKGO2GI) ou (https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/212155062498443)
    e
    "BURZYNSKI, o filme - O Cancer é um grande negócio." (https://m.youtube.com/watch?v=jgVmRdLiKR8) ou (https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/188447011535915)

    Você entenderá o que está acontecendo.

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  17. Quem sabe destas pessoas e de suas histórias não se deixa engambelar: enfermeira canadense Renè Caisse (com o seu ESSIAC); o norte-americano Henry Hoxsey, com o seu preparado herdado de seu pai; o engenheiro brasileiro Dr Sebastião Corain (com o seu Caboncellox, 1955), e o Dr Burzynski (com os seus antioblastons), este ainda lutando com o FDA, em Huston, no Texas, este último curando todos os tipos de cânceres - assim como os demais o fizeram. (http://www.burzynskiclinic.com/)
    Disponíveis nas lojas do ramo, mas também constam na REDE, procure a assista a estes filmes:

    "CANCRO: AS CURAS PROIBIDAS" (https://m.youtube.com/watch?v=J4XfoKGO2GI) ou (https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/212155062498443)
    e
    "BURZYNSKI, o filme - O Cancer é um grande negócio." (https://m.youtube.com/watch?v=jgVmRdLiKR8) ou (https://www.facebook.com/samuelsuntuosogalvaode.tavares/posts/188447011535915)

    Você entenderá o que está acontecendo.

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  18. Como sempre acontece no brasil,, uma pesquisa com algum resultado promissora mas longe do uso em pessoas, que os GRANDES somente interessados em dinheiro vão entoar mentiras e depois que desacreditado lançar um produto milagroso ao qual pouquíssimos poderão comprar e talvez saber saber que existe...

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