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Mostrando postagens de Dezembro 1, 2013

Violência, não violência, mudança social

Mal foi dada a notícia de sua morte, começou a disputa pelo cadáver de Nelson Mandela. Nas redes sociais, parece que todo e qualquer revolucionário de sofá com uma estratégia favorita sobre como provocar mudanças sociais -- seja por meio de passeatas, terrorismo, resistência pacífica -- passou a peneirar a biografia do líder sul-africano em busca de exemplos para defender sua tese; e todo conservador retinto, que teme qualquer mudança, não importa qual ou de onde venha, também passou a caçar exemplos de que Mandela, o "revolucionário boa-praça", na verdade não passava de um lobo em pele de cordeiro.

Não me parece possível sintetizar a vida de um homem de 95 anos, que passou quase três décadas encarcerado e que se propôs a reconstruir um país inteiro, de modo tão simplista. O argumento, no fim, é menos sobre a identidade de Mandela -- que pode ser explorada em ensaios e biografias mas que, como a identidade de cada um de nós, no fim se reduz a um mistério -- e mais sobre estr…

Debate sobre astrologia: vídeo

No início de novembro, eu e as astróloga Vera Facciollo participamos de um debate sobre a validade da astrologia, em particular -- e das previsões de ano novo, em geral -- promovido pelo iG. Foi um debate curto, de cerca de 15 minutos, então não houve tempo de expandir a argumentação.

A chamada final, feita pela moderadora, para que o público visite o site de previsões esotéricas do próprio iG foi, ao menos para mim, meio que um anticlímax, mas não posso me queixar nem da condução do debate, nem da neutralidade demonstrada pela moderadora durante todo o período a troca de ideias. E por falar em ideias, foi a conversa pré-debate que me levou a pensar na postagem sobre Michel de Gauquelin que publiquei alguns dias atrás, então o efeito de inspiração já valeu a viagem.

Não gosto muito de me ver em vídeo -- sempre tenho a impressão de que estou fazendo careta. Mas, se o leitor caridoso achar que vale a pena, o debate está "embedado" aí embaixo. 

Bem, na verdade, estava, mas fiz …

Papai Noel existe?

A pergunta não é tão tola quanto parece. Afinal, todos os anos Papai Noel é avistado por milhões de crianças e adultos de todo o mundo, e muitas dessas testemunhas, principalmente as crianças, são inocentes e não têm motivo para mentir. Mesmo que muitos dos Noéis avistados sejam impostores, ninguém nunca conseguiu provar que todos são. (Leia a conclusão desse intrigante argumento na coluna Olhar Cético, na revista Galileu)

Um blog de meio milhão

Esta aqui é uma nota rápida, só para registrar o fato de que, em algum momento desta madrugada, o blog atingiu (e superou) a marca de meio milhão de visitas, acumuladas desde... desde quando, mesmo? Janeiro de 2011. Não sei se é uma marca expressiva em termos de blogs em geral -- o fato de eu ainda não ter recebido um único centavo do AdSense (saldo acumulado de US$ 71, 64) me sugere que não. Mas é um número redondo, bonito, estamos no fim do ano, então, bolas, por que não comemorar?

Aqui, algumas estatísticas para quem curte esse tipo de coisa: embora eu busque encarar o blog como uma ferramenta de divulgação científica, as postagens mais lidas são as em que exponho a revista Veja ao ridículo (de fato, 20% de todo o tráfego foi gerado por uma só delas, esta aqui). O que nem é tão complicado de fazer, aliás -- então, fica a dica para quem quiser "bombar" um blog. Não é difícil. O lado ruim é ter de ler a Veja antes de escrever.

Mais números: minhas principais fontes de tráfe…