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Mostrando postagens de Maio 26, 2013

Você acredita em tudo que vê?

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Sempre fui um fã do trabalho de Richard Wiseman, psicólogo britânico especializado no estudo do que poderíamos chamar de enganação -- ou, mais especificamente, das peculiaridades psicológicas e sensoriais que nos tornam vulneráveis a coisas como truques de mágica e contos do vigário. Já há alguns anos, ele vem exemplificando os efeitos que estuda por meio de uma série de vídeos postados no YouTube. 
O vídeo mais famoso provavelmente é o da Carta Que Muda de Cor, que vou colar no rodapé da postagem, mas hoje queria chamar atenção para este aqui embaixo. Até a metade, trata-se da apresentação de um truque de mágica aparentemente banal; do meio em diante, ele mostra como o truque foi executado. É, no mínimo, uma boa lição de humildade epistemológica.
Chama-se A Bola.





E agora, como prometido, o clássico da Carta que Muda de Cor:


O exorcista acidental

Ao menos para quem, como eu, está olhando de fora, a fé religiosa, principalmente sob a forma de apego a uma tradição ou denominação específica, parece existir numa espécie de espectro contínuo que vai da pura superstição fundamentalista -- onde até mesmo cobras falantes são aceitas como fatos -- aos picos rarefeitos da teologia sofisticada, onde praticamente tudo se dissolve em um conjunto de metáforas mal-definidas que, como as mitologias de antigamente, embasam um certo modo de pensar e um senso de comunidade.

Também, aqui olhando de fora, vejo como as pessoas que estão num dos extremos da escala adorariam poder prescindir das que se encontram no outro; mas como, de fato, as duas pontas do espectro estão firmemente amarradas uma à outra. É a teologia sofisticada que dá ao fundamentalismo o verniz de credibilidade que o distingue da superstição mais grosseira, e é a âncora fundamentalista que impede que a teologia sofisticada se dissolva de vez em mito, estética, etiqueta e vagas bo…

Meu UFO dominical!

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Logo depois do almoço deste domingo, minha mulher me chamou à janela da cozinha de nosso apartamento -- moramos no nono andar -- para me mostrar um objeto não identificado no céu. Fiz uma série de fotos com o celular e, em uma delas, a coisa quase parece um urubu visto ao longe:


Mas uma versão com zoom mostra que se trata de um objeto artificial, e de linhas curiosamente aerodinâmicas:


Um outro quadro, mais afastado, revela uma curiosa semelhança com o design dos aviões "stealth" da Força Aérea dos EUA:



Será que os gringos estavam sobrevoando Jundiaí (SP) em busca de terroristas na virada cultural? A orientação vertical do nariz da nave indica, no entanto, uma atitude mais coerente com a intenção de deixar  a atmosfera! Seria um veículo de outro planeta?
Nada disso. Não passava de um engenhoso balão solar -- um saco de plástico preto cheio de ar aquecido pela luz do sol --, como, imagino, a próxima foto deixará mais do que claro:

A sequência toda só vem reforçar a lição do a…