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Mostrando postagens de Abril 7, 2013

Zumbis nazistas de 1941, por Jack Kirby

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Sabe aquela história de que a ideia de hordas de zumbis ameaçando a civilização -- em oposição ao zumbi solitário do folclore haitiano -- é uma coisa relativamente recente, dos anos 60? E que o zumbi "rápido", que corre para cima das vítimas em vez de apenas cambalear, é uma invenção ainda mais nova? Bom, folheando um velho álbum de histórias clássicas da Marvel encontrei Hollow Men, um conto do Capitão América contra zumbis nazi-fascistas publicado em 1941, de autoria dos criadores do personagem, Joe Simon e Jack Kirby. Vejam a página dupla, abaixo:


O cara de capuz vermelho é o cientista maluco responsável por criá-los. Ele trabalha nesse laboratório:



Não é Noite dos Mortos-Vivos, nem Walking Dead, e no fim o Capitão e Bucky (são eles, disfarçados, entrando no covil do vilão aí em cima), mas essa HQ foi publicada dez anos depois do que geralmente se considera o primeiro "filme de zumbis", White Zombie, com Bela Lugosi.



























Não é difícil imaginar as hordas zumbificadas…

Morte às enquetes online, por favor

Quando comecei a trabalhar em jornal, vinte anos atrás (vinte anos mesmo: a assinatura na carteira de trabalho é de 1993, com um salário de "cincoenta mil, cento e treze cruzeiros reais e cincoenta e seis centavos", o que devia ser o piso de jornalista da época), tínhamos um editor que valorizava muito a interação com o público, que queria tirar o jornalismo dos gabinetes e levá-lo para o povo, para as ruas.

Uma das estratégias para isso era um negócio chamado "fala aí". Volta e meia algum repórter era pautado para "fazer um fala aí sobre..." Enfim, alguma coisa. Podia ser o aborto, o trânsito, o preço do tomate (meninos, eu vi: a hiperinflação). O procedimento do fala aí era simples: o jornalista, acompanhado de  um fotógrafo, dirigia-se a uma via movimentada e começava a pedir a opinião de alguns transeuntes -- escolhidos ao acaso, ou por algum critério estético (o fotógrafo, afinal, estava ali) que opinasse sobre o tema.

Tratava-se de uma iniciativa be…

Nasa confirma missão para capturar asteroide... maomenos

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Rolaram, nos últimos dias, boatos de que o orçamento da Nasa para o ano fiscal de 2014 traria a previsão de uma missão para rebocar um asteroide para perto da Terra, onde ele poderia ser estudado em detalhes. A informação tinha sido divulgada por um senador da Flórida (Estado onde fica o Centro Espacial Kennedy, e cuja economia levou uma bela traulitada com o fim do programa de ônibus espaciais).


Agora acaba de sair a previsão oficial de orçamento da agência, e parece que a conversa do senador era para valer -- meio quê.


A parte boa é a nota divulgada pelo administrador da agência espacial, Charles Bolden, que diz lá pelo meio: "Estamos desenvolvendo a primeira missão jamais realizada para identificar, capturar e relocar um asteroide". Mais claro impossível, certo? Mas espere o que vem logo adiante: "Usaremos capacidades existentes, como a nova cápsula Orion e o foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS), e desenvolveremos novas tecnologias como a propulsão elétrica …

Vá para Marte, rapaz!

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E eu ainda não escrevi nada sobre o plano de  Dennis Tito de mandar um casal para Marte em 2018, anunciado no fim de fevereiro. Que coisa.



Para quem perdeu: o milionário, ex-turista espacial e ex-engenheiro da Nasa, Dennis Tito, hoje um excêntrico septuagenário, decidiu financiar um plano para enviar um par de seres humanos, preferencialmente um casal casado, num fly-by de Marte no final desta década. "Fly-by" é passar voando, sem pousar. A tripulação da nave de Tito teria uma vista magnífica do planeta vermelho por cerca de 20 horas, e depois mergulharia de volta no caminho para a Terra. Entre ida e volta, os passageiros passariam 501 dias, a sós, no espaço, confinados num cilindro de 17 metros cúbicos, volume aproximadamente igual ao de um quarto de 6 metros quadrados.

É pouco, mas na ausência de peso todas as superfícies podem ser aproveitadas -- o equipamento de ginástica pode ficar parafusado no teto e as camas, ao longo das paredes,  por exemplo. Ainda assim, a pressão…

Porque hoje é domingo