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Mostrando postagens de Agosto 5, 2012

Bienal do Livro: onde me encontrar (ou evitar)

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Só porque fiz uma postagem dizendo como a Bienal Internacional do Livro andava ficando chata, eis que me surgem convites para tentar dar uma animada nas coisas: no fim, participarei de dois eventos no Anhembi, ambos na tarde de domingo, dia 12. Sei que também é o Dia dos Pais, mas ambos são depois do almoço, então, não tem desculpa, não senhor (ou senhora).
Minhas participações na 22ª Bienal Internacional do Livro serão as seguintes:
15:00
Os desafios de escrever Ficção Científica para crianças e jovens (palestra/bate papo no estande da Biblioteca Nacional).

Creio que dá para desconfiar que a conversa toda vai girar em torno do meu romance juvenil Nômade, que trata de um grupo de adolescentes tentando descobrir o que diabo teria dado errado na gigantesca nave espacial em que vivem. Curiosamente, porém, tanto Nômade quando meu segundo livro de contos, o artigo de sebo Tempos de Fúria (em processo de reedição, revista e ampliada), foram adotados como leitura para o Ensino Médio numa escol…

Diploma obrigatório para jornalista: soy contra

Parece que o lobby da categoria está forte, e a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista vai voltar. Como jornalista profissional diplomado, formado, lá se vão quase 20 anos, pela pujante Escola de Comunicações e Artes da insigne Universidade de São Paulo, portador de diploma de bacharel em Comunicação Social habilitado para o exercício do Jornalismo devidamente registrado no Ministério do Trabalho (MTb 23.563, de 17 de novembro de 1993), sou provavelmente um dos supostos "beneficiados" pela volta do diploma obrigatório. O que não me impede de dizer que considero a medida uma asneira de proporções colossais, continentais, quiçá, até, cósmicas.
Para quem é de fora, talvez seja difícil entender as paixões que correm, entre os jornalistas, em torno do tema. Nos sindicatos e outros órgãos de representação da categoria, a necessidade do diploma é um dogma, tão sólido quanto o da virgindade de Maria entre os católicos. 
Quando um sindic…

Meus "5 mais" e a Bienal de SP

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Para quem perdeu no fim de semana: o blog da Editora Draco publicou uma pequena entrevista comigo, onde faço alguns comentários rápidos a respeito dos escritores que me são mais caros -- deveriam ser apenas cinco (o nome da seção é "Top 5"), mas dei um jeito de embutir alguns a mais. Dá para acessar o material neste link.

A imagem ao lado, por falar nisso, é uma ilustração de Frank Frazetta mostrando Kane, o espadachim imortal, herói de alguns poucos romances e contos de fantasia escritos pelo americano Karl Edward Wagner. A saga de Kane é uma de minhas séries de fantasia favoritas, mas acho que nunca saiu nada dele aqui no Brasil. Faço um comentário a respeito do que mais admiro nas desventuras do grandalhão ruivo lá no Top 5.

Indo da fantasia para a ficção científica, neste domingo, 12, estarei na Bienal Internacional do Livro de São Paulo para autografar exemplares de Space Opera 2, livro de contos em que tenho participação (se não estou enganado, minha história abre o v…

Moralidade evolui

Da próxima vez que alguém lhe disser que, sem Deus, não haveria um senso de certo e errado no mundo, pergunte se a pessoa tem uns 15 minutos livres e exiba este genial vídeo:


A Curiosidade pousou

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Na madrugada desta segunda-feira, 6 de agosto de 2012, habitantes do planeta Terra fizeram descer um veículo do tamanho de um Fusca, movido a eletricidade produzida por um gerador nuclear, na superfície de outro planeta, a 250 milhões de quilômetros daqui. Chamado oficialmente de Laboratório Científico de Marte, o veículo, teleguiado, é mais conhecido pelo "nome de fantasia" Curiosity ("Curiosidade").

Em sua chegada a Marte, durante aproximadamente sete minutos, a sonda executou uma série de manobras -- programadas meses antes -- que incluíram o mergulho na atmosfera marciana, a liberação do escudo que a protegia do atrito com o ar rarefeito de Marte e a ativação dos retrofoguetes que a mantiveram a flutuando enquanto um guindaste voador descia-a, delicadamente, na superfície do planeta, por meio de cabos: a Curiosity é pesada demais (e a atmosfera marciana, excessivamente tênue) para que o pouso pudesse ser feito simplesmente por meio de paraquedas.

Por último, m…