sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dilma, mariologia e o antropólogo de Marte

Só uma breve nota pré-carnavalesca: no rastro da gritaria histérica contra a ministra Eleonora Menicucci (detalhes na postagem, abaixo), alguns comentaristas "neocons" resolveram tirar umas casquinhas da presidente Dilma, que num programa do Datena, ainda quando candidata, referiu-se a Nossa Senhora como "deusa" e se declarou devota de Nossa Senhora "de uma forma geral".

Que a presidente merece ser trollada por isso, não tenho a menor dúvida. Primeiro, por condescender em jogar para  a galera desse jeito; segundo, por fazê-lo tão mal. Curiosamente, no entanto, a mariologia dilmística tem uma alta plausibilidade intuitiva e, mais do que isso, importantes precedentes históricos.

A questão de até que ponto o catolicismo pode ser considerado um sistema monoteísta, por exemplo, não é tão clara quanto os próprios católicos gostam de acreditar.

A crítica de que a devoção praticada pelos fiéis da Igreja Católica seria politeísta de facto (embora se declare monoteísta de jure), com a doutrina da Trindade, o culto dos santos e o papel especial dado a Maria, ganhou força a partir da Reforma Protestante, mas já existia lá nos tempos do Império Romano.

Uma das grandes polêmicas dos primeiros séculos de institucionalização do cristianismo foi se Jesus e Deus Pai seriam homoousios ("da mesma substância") ou homoiousios ("de substâncias semelhantes"). O veredicto pela primeira opção acabou abrindo novos vespeiros, a saber: seriam então dois deuses diferentes? Se eram um deus só, então isso quer dizer que Deus Pai, Criador do Universo, morreu na cruz? E faz sentido, portanto, chamar Maria de Mãe de Deus?

Se você acha que políticos e administradores de fundo de investimento são os maiorais na arte de sacrificar a lógica e o bom senso no altar da embromação por meio de linguagem rebuscada, tente ler um tratado de teologia medieval.

No século 5, a questão da "Mãe de Deus" chamou especial atenção da imperatriz Pulchéria, uma senhora muito estranha, que fizera voto de virgindade aos 15 anos e que só veio a se casar depois dos 60, e após obter do marido a promessa de que ele não tentaria nada na cama.

Pulchéria desenvolveu um interesse especial em ver Maria consagrada como "Mãe de Deus" -- em seu livro Jesus Wars: How Four Patriarchs, Three Queens, and Two Emperors Decided What Christians Would Believe for the Next 1,500 years, Philip Jenkins escreve que ela se identificava com a santa -- e basta dizer que, em meio a trocas de carta entre bispos, concílios e muita intriga palaciana, um bocado de sangue foi derramado antes que a doutrina oficial tomasse forma.

De acordo com ela, Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas diferentes, mas um só Deus; o Pai gera o Filho, mas ambos existem desde sempre, e atuam por meio do Espírito; e Maria é Mãe de Deus, mas não do Pai, só do Filho, que a despeito disso, como dito acima, existe desde sempre; e não é uma deusa.

Claro que nada disso faz o menor sentido, mas aí teólogos chamam a coisa toda de "mistério", sutilmente ameaçam quem fizer troça com o fogo do inferno, e saem assoviando. Pondo os teólogos de lado por um momento, é interessante imaginar o que o proverbial antropólogo marciano, enviado à Terra para estudar nossas religiões, concluiria sobre o cristianismo tal como praticado no Brasil.

Meu palpite:

Ele veria a crença dividida em duas correntes, uma fortemente monoteísta, focada numa divindade chamada Senhor Jesus; e a outra, na qual esse Jesus, aparecendo sem o título de "Senhor", divide o panteão com um sem-número de deusas, chamadas Aparecida, Lourdes, Dores, Graças, Rosa Mística, etc., todas honradas com o título de Nossa Senhora, todas virgens e, num toque de especial sofisticação mitológica, todas mães do supracitado Jesus. Que é o que parece ser, mais ou menos, a mariologia brevemente descrita pela candidata Dilma.

Claro que as altas autoridades eclesiásticas e os comentaristas "neocons" em geral costumam torcer o nariz para a "grosseira" religiosidade popular -- exceto, obviamente, na hora de vender medalhinhas e de manipular eleitores.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alô, alô, Estado laico, câmbio, tem alguém aí?

Faz alguns anos, vi um carro com placa oficial -- de alguma Casa Legislativa, fosse Assembleia estadual ou Câmara de vereadores -- na Marginal Tietê com um adesivo do peixe cristão no para-choque traseiro. Comecei a esbravejar: o carro era oficial, pago com dinheiro público, não podia ser usado para propaganda religiosa!

Minha mulher me olhou de soslaio e disse: "Poxa, larga a mão de ser chato".

Estava eu sendo chato? Suponho que sim. Principalmente com as pessoas que estavam perto de mim, que certamente preferiam ouvir o rádio ou conversar sobre o escândalo político da vez a engolir minha diatribe. Se eu realmente quisesse fazer algo a respeito, poderia simplesmente anotar placa, modelo, etc., e fazer uma denúncia formal à ouvidoria competente, ou ao Ministério Público.

Mas agora, em meio ao furor histérico dos religiosos em torno da nomeação de Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres, eu me lembro de quando, como e por qual motivo fiquei chato desse jeito. Por que passei a ver coisas como crucifixos em tribunais como ameaças à democracia, e não mais como artefatos inócuos de valor histórico e cultural.

Foi quando a procuradoria-geral da República tentou proibir as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. O procurador-geral, autor da ação, era Claudio Fontelles, católico fervoroso -- hoje, aposentado, ele dá aula num curso de Teologia da Arquidiocese de Brasilia.

Desde o primeiro momento estava bem claro que, nesse caso, a Procuradoria-Geral da República havia sido sequestrada pela agenda do Vaticano: que o fiel católico usava a máquina do Estado para tentar impor ao país as doutrinas de sua fé. Coisa que a própria Advocacia-Geral da União acusou, indiretamente, ao afirmar que "as teses usadas na ação estão embasadas na doutrina católica. Não podem servir de parâmetros para análise" num Estado laico.

E ninguém fez nada a respeito. Niente. Zip. Zero. Nenhum editorial na grande imprensa, nenhuma manifestação de lideranças, partidos, OABs. Silêncio explosivo, estrondoso. "O que é preciso para esse pessoal se mexer?", pensei, cá comigo. "Um procurador muçulmano tentar proibir o biquíni?"

Mas, no fim, depois de causar lá seus danos e atrasos à ciência brasileira, a proposta de Fontelles foi derrotada no STF. Que, na época, contava com um "representante do Vaticano", o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, cuja indicação pelo então presidente Lula teria sido fruto, entre outras coisas, de um forte lobby católico.

E, de novo, todo mundo deu de ombros! Se o Bush ou o Obama viessem dar palpite na composição do STF, e a opinião fosse acatada pelo governo, ia ter gente nas ruas pedindo impeachment seguido de guerra com os gringos. Já o Vaticano (que, quando lhe interessa, posa de Estado estrangeiro soberano) pode, o presidente da tal "política externa soberana" obedece, e está tudo bem.

Foi aí que concluí que estava faltando gente chata no Brasil. Um chato para chamar atenção para o seguinte ponto: por que a imprensa brasileira que tratou como normal a -- vamos usar um pouco de linguagem conspiratória? -- "infiltração papista" no STF e no Ministério Público Federal, agora se escandaliza com a presença de uma única e solitária "abortista" assumida no primeiro escalão do governo?

Talvez porque a infiltração papista (e agora também evangélica) seja mesmo normal, no sentido de usual, comum, frequente, não excepcional. O que só mostra como estamos longe do ideal da laicidade, e como os chatos são necessários.

Agora: não se trata, veja bem, de condenar a presença de pessoas desta ou daquela fé nesta ou naquela posição de Estado, e sim de condenar o uso dos recursos do Estado para promover as posições desta ou daquela fé. É a diferença entre ter um presidente corintiano e usar dinheiro público para construir um estádio para o Corinthians. A primeira situação é totalmente legítima. A segunda... bom, deixa pra lá.

Gostaria de terminar esta postagem sugerindo que, da próxima vez que o governo nomear uma figura de claro perfil evangélico ou católico para um cargo de destaque, nós secularistas façamos uma campanha tão sórdida, barulhenta e deselegante como a que está sendo movida contra a ministra Menicucci. Gostaria de terminar assim, mas não terminarei. Não seria um apelo sincero.

Ser chato já virou coisa necessária. Mas ser escroto, felizmente, ainda é opcional.

Brincando de Wolfram Pro: aquecimento global

O serviço Wolfram Alpha abriu um período de 40 dias de testes grátis de sua versão "Pro", que traz ferramentas de análise de dados -- dá para subir fotos, textos, arquivos XLS, etc., e mandar as ferramentas do Wolfram virar seus conteúdos de um lado para o outro e de cabeça para baixo.

Brincando um pouco com o sistema, confesso que fiquei meio decepcionado quando vi que, ao analisar um arquivo .doc ou .pdf, por exemplo, o sistema traz uma série de dados sobre o código -- qual o hexadecimal mais usado, por exemplo -- mas não uma análise do texto (palavra mais frequente, número de parágrafos, grupos de palavras mais usados, etc.).

O uso de arquivos Excel também é meio ranzinza. Mas se você tiver um conjunto de dados brutos -- isto é, um arquivo txt com uma longa série de números, por exemplo -- o negócio funciona, e funciona bem. Para bem orgulho, consegui criar uma sequência de dez dígitos que, segundo o Wolfram Pro, correspondia a uma distribuição normal com 95% de certeza, o que quer dizer que já estou no ponto para praticar fraude financeira... Ou testar poderes paranormais.

Mas o mais divertido mesmo foi pegar os dados de anomalia de temperatura global dos últimos 132 anos e jogar na máquina. Esses dados refletem o quanto a temperatura de cada ano se desvia da média 1901-2000. O Wolfram Pro não sabia, claro, que estava moendo números referentes a temperatura. Apenas moeu-os.

Os gráficos resultantes, primeiro um plot simples dos dados:



Depois, uma análise de regressão -- uma tentativa de responder à pergunta, se esse gráfico fosse o resultado da equação de uma curva, que equação seria essa?



E, ao fim, as "conclusões estatísticas":



Não sei se vou assinar o serviço após os 40 dias de graça, mas já estou pensando em vários tipos de dados para jogar aí enquanto durar a gratuidade -- minutos de atraso do ônibus, dias entre escândalo político e demissão de ministro, frequência de memes no Facebook... Com ferramentas assim, virarei um estaticólatra!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As marcas do apocalipse, de ontem e de hoje

"Literatura apocalíptica" é um gênero que se tornou bastante popular nos escritos hebraicos a partir do exílio na Babilônia, iniciado em 587 AEC, depois que o Reino de Judá foi a pique. Trata-se de uma forma literária, ao menos do ponto de vista moral e psicológico, especialmente desprezível, na medida em que cumpre a função mesquinha de satisfazer, por meio da fantasia, o sadismo dos ressentidos.

O texto apocalíptico é, em geral, o produto de um oprimido que sonha em rasgar a jugular e beber o sangue do opressor, mas não vê oportunidade para tanto. Logo, espera que Deus se enfeze e acabe com a palhaçada de uma vez por todas, de preferência com muito choro, ranger de dentes e requintes diversos de crueldade. Parafraseando as categorias nietzschenianas de moral do senhor e moral do escravo, o apocalipse é uma manifestação desenfreada do id do escravo.

A paixão por esse tipo de vendetta escatológica passou dos judeus oprimidos para os cristãos perseguidos, e exemplares não demoraram a achar seu caminho até o cânone no Novo Testamento. Tanto que a palavra "apocalíptico" deriva do Apocalipse de João, último livro da Bíblia cristã. Mas o fato é que João de Patmos, o autor que compôs o texto por volta do ano 100, tinha alguns modelos anteriores sobre os quais trabalhar.

O "tipo ideal" do texto apocalíptico -- do qual, até certo ponto, o livro de João de Patmos se desvia, na verdade -- é marcado por algumas características peculiares, para além de visões catastróficas mediadas por anjos, imagens grotescas, mensagens cifradas e uma grande exultação sadomasoquista no sofrimento generalizado ("E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus;/Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes". Apocalipse 19:17-18).



Uma dessas características é que se tratam geralmente de trabalhos pseudoepigráficos, isto é, com falsa atribuição de autoria. Da mesma forma que os criadores de mensagens babaquinhas que circulam pela web preferem tomar emprestada a "autoridade" de nomes mais conhecidos, como Veríssimo ou Jabor, a expor seus próprios autógrafos insignificantes, os autores de textos apocalípticos costumam assinar seus trabalhos como se fossem figuras reverenciadas do passado.

Um caso clássico é o Livro de Enoque, literatura apócrifa quer influenciou bastante a redação dos livros do Novo Testamento, originária do período entre os séculos 3-1 AEC. O livro, no entanto, foi atribuído por seus autores desconhecidos a um patriarca bíblico mencionado brevemente no Gênese, o avô de Noé, que teria sido arrebatado aos céus por YHWH. Outro é o Livro de Daniel, atribuído a um profeta do período do exílio, mas na verdade escrito durante a época dos Macabeus, por volta de 165 AEC.

Outra característica, que é a que torna relativamente fácil a tarefa de datar esses escritos, é que eles disfarçam história como profecia. No caso de Daniel, por exemplo -- supostamente escrito no século 6 AEC -- temos uma "profecia correta" de um evento que está no "futuro" no narrador, mas no passado do autor: a derrota do Império Persa por Alexandre Magno.

O narrador também vê corretamente "o futuro" ao prever que a profanação do Templo de Jerusalém durante o tempo dos Selêucidas -- dinastia que se apoderou da Síria, da Palestina e de outros pedaços do Oriente após a fragmentação do império de Alexandre -- durará pouco mais de três anos, ou "mil trezentos e trinta e cinco dias": a profanação (uma estátua de Zeus foi colocada no altar do ciumentíssimo YHWH), feita sob ordem do rei selêucida Antíoco IV, realmente dura de 167 AEC a 163 AEC.

Esse parece ser, portanto, o período aproximado de composição do livro, porque todas as tentativas de previsão de eventos posteriores à reconsagração do templo fracassam fragorosamente. Ao menos, não há registro de que o Império Selêucida tenha sido destruído pelo Arcanjo Miguel, evento seguido, na profecia, por uma ressurreição geral dos mortos e pela instauração do Reino de Deus na Terra.

O mesmo padrão aparece também no "pequeno apocalipse" do Evangelho de Marcos. No capítulo 13, Jesus prevê que seus discípulos serão perseguidos, e a destruição de Jerusalém. De fato, a perseguição aos seguidores de Jesus parece ter começado pouco após sua morte (Paulo, cujas cartas são datadas da década de 50 do primeiro século, iniciara sua carreira como caçador de cristãos) e a cidade sagrada foi arrasada por tropas romanas no ano 70.

Mas, a partir daí, mais uma vez, o faro profético falha: as estrelas não caíram do céu, nem o Sol escureceu, nem Jesus voltou montado numa nuvem para juntar os escolhidos, certamente não antes que a primeira geração de cristãos morresse ("Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam". Marcos 13:30 -- grifo meu). Essa é uma das linhas de evidência que permite datar o texto de Marcos de por volta do ano 70, ou mais além -- alguns comentaristas especulam que a "previsão" poderia, na verdade, estar se referindo à repressão da revolta de Bar Kochba, já nos anos 130.

O truque -- atribuir a um sábio antigo a "profecia" de fatos que já estão no passado do autor, o que às vezes recebe o charmoso nome latino de  vaticinium ex eventu (profecia após o evento) -- ressurge em vários contextos. Apologistas de Nostradamus adoram-no: eles sempre citam como o grande charlatão do século XVI "previu" Napoleão, Hitler ou Hiroshima, antes de lançar o fim do mundo para algum momento mais adequado do futuro. Os "Segredos de Fátima" também se encaixam no mesmo molde, já que as supostas profecias ditadas por Maria às crianças só foram divulgadas décadas após a consumação dos fatos.

Michael Drosnin, do Código da Bíblia, é outro caso. Seu uso do texto bíblico como oráculo parece funcionar bem quando se trata de "pós-dizer" atentados terroristas consumados, mas falhou, por exemplo, quando ofereceu a previsão que a Líbia desenvolveria armas de destruição em massa e atacaria o Ocidente.

E, da Bíblia, chegamos a 2012. Embora haja versões bíblicas defendendo o presente ano para o Grande Acerto de Contas, a fonte mais "quente" invocada pelos anunciadores desta versão específica do fim dos tempos é o Calendário Maia.

Ao contrário de outros autores apocalípticos, os arautos do fim do mundo em 21 de dezembro de 2012, supostamente inspirados pelo sistema maia de contagem do tempo, não parecem atribuir ao povo pré-colombiano nenhuma profecia já realizada (notoriamente, os maias não conseguiram nem prever o colapso de sua própria civilização).

A ideia geral é a de que um dos calendários usados pelos maias -- eles tinham mais de um -- vai "zerar" em 21 de dezembro de 2012, pela primeira vez em 5125 anos. Há quem diga que eles fizeram um calendário onde só cabem 5125 anos porque sabiam, de alguma forma, que não iam precisar de mais anos depois disso. Se os maias tivessem esse tipo de poder precognitivo, no entanto, eles poderiam ter feito um calendário que acabasse lá pelo século 8 EC, quando sua civilização sumiu do mapa.

Quanto ao calendário "zerar", primeiro, nem há garantias de que o dos maias realmente esteja se esgotando (mais sobre isso nesta postagem do Gene Repórter); segundo, se estiver, e daí? As horas do dia zeram a cada 24 horas; os meses do ano zeram em 31 de dezembro. E, graças à regra dos anos bissextos, o calendário gregoriano (o que usamos) tem um ciclo de 400 anos. Por causa desse ciclo, cada dia do mês cai precisamente no mesmo dia da semana em que havia caído 40 décadas atrás (o ano atual, por exemplo, é um clone exato de 1612).

Como esse calendário foi adotado em 1582, já esgotamos um ciclo completo há 30 anos, em 1982 -- ou seja, em 82, "zeramos" todas  as diferentes combinações possíveis entre dia da semana e dia do mês. E o mundo não acabou por ali (a menos que se considere a derrota do Brasil para a Itália na Copa... oh wait).


Blogagem coletiva Fim do Mundo