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Mostrando postagens de Dezembro 18, 2011

E por falar em estrela de Natal...

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A Nasa divulgou a imagem abaixo, feita no dia 22 a bordo da Estação Espacial Internacional, mostrando cometa Lovejoy (descoberto no início do mês por um astrônomo amador australiano, Tom Lovejoy) passando por trás do horizonte terrestre. Originalmente, supunha-se que o Lovejoy teria sido destruído durante sua passagem pelo Sol, em 16 de dezembro. No fim, ele não só sobreviveu como ainda ofereceu o espetáculo abaixo. Via o blog DotEarth, do New York Times:


Feliz N(ew)atal a todos!

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Com este cartão do genial Terry Gilliam (via Broadsheet):



E um clipe de Natal do mesmo autor:





Planetas, planetas à mancheia...

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Ontem me perguntaram no Twitter qual a principal descoberta científica de 2011 e eu, para fugir das biomédicas (que geralmente são as que chamam mais atenção) respondi: a enxurrada de novos planetas descobertos. E, como se para confirmar minha impressão, algumas horas mais tarde saiu a notícia de que cientistas haviam confirmado a existência de dois planetas do tamanho aproximado da Terra, os tórridos Kepler 20e e Kepler 20f.

Esta não é a primeira descoberta importante do Kepler anunciada neste mês: no início de dezembro, tinha sido apresentada a confirmação do primeiro planeta dentro da zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol, o Kepler 22b, com quase 3 vezes o raio da Terra.

Esses anúncios esporádicos de certa forma mascaram a caudalosa produção científica que a sonda Kepler, um satélite capaz de medir a luz das estrelas com uma precisão tal que consegue notar quando um planeta passa diante de uma delas (imagine, em comparação, um fotômetro que avisa quando um grão de poeira…

Estrela de Belém: da astronomia à literatura

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Chegando o Natal, o tema da "identificação" da Estrela de Belém tende a ressurgir na mídia. Para os infiéis mais desligados: essa estrela teria sido um fenômeno astronômico, ainda hoje não adequadamente identificado, que mostrou aos Reis Magos o caminho de sua pátria oriental até a casa de José em Belém, onde se encontrava o Jesus recém-nascido.

(Um aparte: a ideia de que os visitantes eram "reis", cada um deles representando uma das raças não-semíticas predominantes do Velho Mundo -- um amarelo oriental, um branco europeu, um negro africano -- não tem apoio bíblico: o texto fala em magi, palavra usualmente traduzida como "magos", mas também usada em referência a sacerdotes do culto zoroastrista da Pérsia e, por extensão, a sábios e doutos em geral. Em inglês, eles são chamados apenas de wise men, "sábios". O texto do Evangelho de Mateus, único a mencionar esses magi, também não diz quantos eram eles. O número de três é deduzido a partir das tr…

Os legados de Christopher Hitchens

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One of the joys of living in a world filled with stupidity and hypocrisy was to see Hitch respond. That pleasure is now denied us. 
(Sam Harris)
Eu devia ter escrito algo sobre a morte de Hitchens já há alguns dias, mas passei o fim de semana no Rio de Janeiro sem acesso decente à internet, então não deu para lançar nada no blog. Daí é que, com atraso, sai esta postagem.

O principal legado de Christopher Hitchens é, obviamente, sua obra. Mal recebi a notícia de que ele havia morrido, baixei no kindle seu mais recente livro de ensaios, o Arguably. Lá estão a prosa ao mesmo tempo elegante e contundente, a descocertante combinação do eufemismo irônico com a honestidade bruta, um equilíbrio que Hitchens sabia manter como ninguém, manobrando com eficiência entre os abismos da afetação irritante, de um lado, e o da mera grosseria, do outro.

Mas esta postagem será sobre outro tipo de legado deixado por Hitchens, o legado oferecido por sua ruptura com o que ele mesmo chamava de "esquerda …